Ação realizada durante Projeto Cartão Postal (Artist Link • Brighton • UK). Cartão Postal foi um projeto incentivado pelo British Council em parceria com o Arts Council.
Em nossa residência no Reino Unido em 2008, conhecemos uma artista americana (residente na Inglaterra) chamada Lynn Harris . Em julho, Lynn Harris vem ao Brasil, e estaremos desenvolvendo um projeto chamado Unrealised São Paulo. Serão ações e coletas na rua para refletir, construir imagens e discussões a respeito da transformação na paisagem urbana que ocorreu nos últimos tempos com o projeto "Cidade Limpa"(A chamada Lei Cidade Limpa é uma lei contra a poluição visual no município de São Paulo, em vigor desde 2007). Em toda a sua complexidade oficiais e residuais. Além disso, estaremos com um QG no MIS( Museu da Imagem e do Som) , para mostrar e gerar encontros a partir do trabalho que estará sendo desenvolvido de 28 de junho a 15 de julho.
Ainda em processo, este trabalho é parte de um projeto maior da artista chamado Unrealised Project:
"Unrealised Projects is artist run and motivated.
Unrealised Projects is an active investigation into the potential of unrecognised, unfinished or unfulfilled ideas. We're collecting proposals from artists, designers, curators and writers which they have yet to realise or remain unwritten. The project aims to create a space and context for this submitted information, a space where concepts are at the fore, are not fixed in a final product and rely on the viewer's imagination to be 'realised', making the reading of a project both an active and empowering way to meet a work's subtleties, sub-stories and sub-histories."
Começamos todos aprendendo as metodologias do Museu: as entrevistas das estórias de vida, o círculo de estórias e também a maneira de cada coletivo chegar no outro, investigar, intervir no espaço público. Muito rico. Um grande privilégio.
A Tv Brasil chegou com as oficinas de elaboração, criação e produção dos filmes. Aprendemos muito e abrimos alguns caminhos na linguagem/pesquisa que estamos imersas. Boas surpresas. Dêem uma olhadinha.
Obrigada turma! Muito bom ter a parceria de todos vocês!
Ah, os dois vídeos vão passar na programação da TV Brasil. Em breve teremos as datas. Era um rei que não sabia sonhar
Partimos para encontrar as profissionais do sexo do Vale do Anhangabaú. Levamos uma história, um enigma, chegamos perto para pedir ajuda.
Posso lhe contar?
Elas olhavam para o lado, atravessavam nosso olhar em busca dos homens que ali passavam.
Falamos baixinho, perto delas, quase um segredo:
Era uma vez um grande rei que governava as terras onde hoje estão a Inglaterra, a Escócia, o País de Gales e a Irlanda. Arthur, chamava-se. Um dia, Arthur saiu para caçar sozinho e encontrou uma alce imenso, todo branco de chifres galhados. Era ele. Arthur saiu em disparada atrás do bicho. Acabou indo parar numa clareira da mata, onde nem sequer a luz conseguia penetrar pela trama das árvores imensas. Súbito, um homem gigante, vestindo uma armadura negra, parou diante dele e trovejou: “Quem ousa caçar nas minhas terras?”. E preparou-se para matá-lo. Diante da infração evidente, Arthur preparou-se para morrer como um verdadeiro cavaleiro: “Este é um belo dia e um magnífico local para morrer”, avaliou. O Cavaleiro Negro, reconhecendo a coragem do rei, decide desafiá-lo. Pediu que ele voltasse depois de três dias e três noites trazendo a resposta para a seguinte pergunta: Qual o maior sonho de uma mulher? Se conseguisse a resposta a vida do rei seria poupada.
Os olhares das moças não mais buscavam algo fora e sim uma resposta bem do lado de dentro: Qual o meu maior sonho?
Durante três dia e três noites, o rei Arthur e seus cavaleiros entrevistaram todas as mulheres do reino. No final do terceiro dia, sir Gawain caminhava pelo bosque quando uma mulher horrenda apareceu na sua frente. De seus cabelos cresciam criaturas rastejantes e seus olhos eram vermelhos, pequenos e remelentos. Feridas cobriam o corpo curvado e retorcido, coberto com uma capa vermelha escurecida de sujeiras. Mas as palavras que a velha bruxa dirigiu ao cavaleiro foram como um clarão de esperança. “Sou Dame Ragnell, irmã do Cavaleiro Negro e conheço a resposta para a terrível pergunta que atormenta você. Posso contar, com uma condição: quero casar-me com o mais belo, o mais forte, o mais corajoso e bom dos cavaleiros do rei Arthur – O SENHOR MESMO – sir Gawain!! Sir Gawain faria qualquer coisa para salvar a vida do rei e aceitou o pedido de Ragnell. Então ela disse que o que uma mulher mais sonha em toda sua vida e Sir Gawain contou ao rei Arthur que então foi ao encontro do Cavaleiro Negro com a resposta certa e pode sair do domínios do grande cavaleiro vivo e livre. O dia do casamento chegou. Toda a corte estava imensa em tristeza. E quando o sol nasceu, a cerimônia não teve os cantos alegres e as brincadeiras tradicionais. Gawain e Ragnell casaram-se em meio ao silêncio e à pena de todos. Já a sós, os noivos conversaram até o sol se pôr. Quando se preparavam para dormir, a horripilante noiva cobrou do jovem seus deveres de esposo e um beijo. O nobre cavaleiro, sem pestanejar, colocou os lábios sobre a boca nojenta da bruxa. No mesmo instante, surgiu diante dos olhos espantadíssimos de Gawain a mais bela princesa que jamais havia existido. E com voz de música a princesa falou: “Como você foi gentil comigo, vou deixar que decida. Posso assumir minha forma de princesa apenas durante uma parte do dia. Como você me quer? Bela para você durante a noite ou bela à luz do sol para seus amigos?” Gawain então olhou para Ragnell, curvou-se numa reverência e respondeu: “Lady Ragnell, a decisão é sua e eu vou respeitar sua escolha,qualquer que seja ela”.
O maior sonho de uma mulher é ter sua vontade, seu desejo e sua autonomia respeitadas.
E com estas palavras e sua soberania assim reconhecida pelo marido, Dame Ragnell escolheu ser bela tanto durante o dia quanto à noite e ambos, o nobre e generoso Gawain e a linda e poderosa Ragnell, decidiram ser fiéis um ao outro por toda a vida.
Participação das Rutes na revista Continuum do Itaú Cultural > O que é isso? - Arte Contemporânea (março de 2009). Junto com outros artistas, em destaque a nossa querida amiga, artista-fotógrafa, Luana Fischer, direto de Madrid. {http://www.luanafischer.com/}
Recebemos o convite de David Sperling para uma roda de conversa com os alunos de arquitetura da Universidade Federal de São Carlos, que estavam em um laboratório de investigações e explorações em São Paulo. Quando a cidade vira arte? Como o cotidiano urbano e seus resíduos, se transformam em conteúdos para o trabalho dos artistas? Até onde vai o trabalho? Como delinear, na experiência da cidade, a experiência da arte? Foram algumas perguntas que surgiram e foram refletidas neste encontro. Para nós, é uma oportunidade de troca e de retornar as questões que nos movem...atualizando-as neste espaço e tempo.
De 8 a 18 de outubro, participamos da Mostra Sesc de Artes, em São Paulo. Ações na rua, uma instalação chamada "O Diário Aberto do Viajante" e o "Blog do Viajante" foram parte deste projeto.
Abaixo estão os vídeos das ações que desenvolvemos em São Paulo (captados e editados pelo artista Eduardo Consoni), durante a Mostra Sesc de Artes (mais informações sobre as ações e o processo de investigação e criação acesse o blog do viajante:http://odiariodoviajante.blogspot.com/)
Caça Fantasma • Coleta de histórias de assombração • Parque da Luz
Cartão Postal é um projeto incentivado pelo British Council em parceria com o Arts Council. Nos últimos 2 meses, estivemos na Inglaterra investigando possibilidades de ações e relações no espaço urbano de Brighton e Londres. A partir de cartões postais (imagens oficiais) das cidades, traçamos percursos poético-performáticos, buscando interagir com os habitantes do lugar, revelar, tecer e reinventar narrativas sobre o cotidiano da cidade e os sentidos/significados presentes na experiência do lugar. A partir destes percursos poético-performáticos, serão gerados novos cartões postais (agora não mais oficiais, mas pessoais, que sintetizam a história residual dos lugares) como evidência das novas narrativas tecidas e como produto síntese da experiência vivida, os quais serão enviados para as pessoas que encontramos ao longo desta jornada.
Agradecemos ao artista Ésio Magalhães, por participar da preparação e pesquisa desenvolvida no primeiro semestre de 2008, em São Paulo. A trajetória construída após esta intensa experiência de troca e aprendizado está enraizada em nossas descobertas compartilhadas.
Abaixo seguem as ações e investigações poéticas realizadas...
CAROUSELS
Edição Eduardo Consoni Música: Eulália (André Mesquita)
Gostaríamos de agradecer imensamente aos dois artistas pela colaboração, parceria e por compartilhar suas poéticas... (dica: na primeira vez deixe carregar, e assista na segunda...)
Entre nesta cabine e saia como desejar. Em que você gostaria de se transformar?
Uma câmera afixada dentro da cabine e muitos depoimentos sobre ser um outro alguém. Depoimentos solitários, íntimos, reveladores do espírito daquele lugar. Obrigada.
Imagine you could go inside this booth and leave as a totally different "thing" such as an animal, a nature force, an enchanted character from a book, a magic being, or anything else you desire as a transformation, how would you leave this booth?
A question with not an unique or logical answer...
We asked ourselves first. Difficult.
If i had the chance to be enchanted by a magic stick or a magic booth, what would I become? Would I miss anything of myself?
Today we met a lot of free spirited people... Intimate words to the camera inside the booth.
Thank you everyone, for sharing your desires of transformation with us. As soon as we get back we will send you a new postcard.
Go to the Royal Pavillion, there you will find daydreamers...
Are you the kind of person who likes to daydream? "Yes, I step into my little world..."
What do you usually daydream about? "I like to daydream about the future, what's going to happen in the future...how I'd like my life to be...imaginary world..."
"The seafront is a good place to daydream..."
"I need a holiday to daydream..." "A good place to daydream is close to the waves..."
"..next to the west pier."
"I daydream about being in Miami beach with lots and lots of men..."
"I daydream about traveling the world, finding the ideal man and having a family..."
Chegamos na beira do mar. Lá estavam dois carrosséis, um suspenso no pier e o outro na praia. Os dois se abriram como portais, onde é possível acessar uma memória tão distante...girando...girando...girando...girando... Movimento de alçar...suave e redondo.
O carrossel tem no seu movimento dois lados: um deles é luminoso, colorido, o outro é feito de sombras, mistérios. Os dois suspendem-se ao girar num lugar possível do ar...por cima do mar... por cima do movimento do mundo.
O giro que fez dentro do corpo, sabe-se lá o porquê, deu gastura... reminiscências azedas...
O carrossel guarda um limiar, como o buraco do coelho de Alice no país da Maravillhas.
Juntas giramos e adentramos. Como uma criança que gira gira gira em torno de si... Roda roda com os braços abertos, olhando para o céu e subitamente cai deitada no chão e ve o mundo lá em cima a girar... gira mundo! gira!
“I used to live in a flat near the marina. It was called Marine Gates, it’s a nineteen thirtieth building and we had a big hallway, we lived there with four people and whenever somebody got drunk or tired they liked lying in the same spot in the hallway and that was strange because it was big and you could lie anywhere but strangers, drunken people would always lie there and fall asleep. Including my flat mates, you know, and they had bedrooms but they liked lying there. And the porter who knew the lady who lived there, old lady, before we moved in, said that she died…and was found in that spot, in the corridor!”
What do you do when you are lost? "accept that you are lost", said a beautiful young lady
" Please don't be lost! All good things will find you! Love from John xx Meet me for a coffee at the sea front between the piers! If you don't see me, don't worry and have fun!"
Um sinal sobrevoava a multidão em fluxo constante no tempo apressado. Ali, o tempo passa rápido. Duas mãos dadas era o que a placa indicava. Logo senti a possibilidade de uma relação. Uma forma de relação. Algo que poderia me conectar aos outros... Uma longa linha de pessoas, uma duas três quatro se formava...uma roda depois de dar as mãos dava um abraço...uma senhora atravessava a rua com as suas mãos dadas...perto da placa ainda 3 figuras, roupas estranhas, os olhos bem abertos, reagindo a tudo. Prontos...
Passei apressado. Estava no tempo que corria. Não dei as mãos, vi de longe, distanciei-me e segui. O que será que podia ter acontecido se tivesse dado as mãos aqueles sujeitos?
Dizem na história do Vale do Anhangabaú, que o seu nome quer dizer Rio de Assombração. Parece que muitas histórias de assombrar existem ali...Estava caminhando por lá numa tarde de inverno, quando perto de uma placa que indicava a busca por estas assombrações (disseram-me "Os caça fantasmas"), estava um grupo de pessoas a compartilhar histórias que assombravam...as pessoas ao redor tinham diferentes manifestações, umas disfarçavam um medo tímido, outras não acreditavam nada nada, outras ainda arregalavam os olhos atentos em uma acreditar do espírito... O que existe ali que não podemos ver? O que assombra as pessoas no vale? Existem ali, indícios de um outro mundo?
Esse aí da foto é o Fabiano. Fabiano trabalha nos arredores do vale do Anhangabaú. Nunca viu fantasmas por aqueles lados mas já ouviu alguns barulhos estranhos.
Contou que um dia viu o fantasma de seu avô. Isso aconteceu lá no Ceará, uns dias depois de velado o morto. Estava a caminho de uma festa de reis, descendo de bicicleta uma estrada de chão de terra, quando viu direitinho a figura de seu avô parado, todo de branco, com um olhar arregalado para ele... Não parou a bicicleta não. Seguiu caminho veloz.
Guardou segredo mas naquele dia contou pra mim. Obrigada Fabiano!
Naquele dia o viaduto Santa Efigênia estava diferente. A polícia de olho, sem os vendedores ambulantes, uma tensão no ar....Logo no início do viaduto, uma placa indicava um rosto com os olhos tampados pelas mãos e mais, um sujeito com um cartaz pendurado no pescoço e duas moças convidativas...o cartaz dizia: "Travessia dos sentidos: viva algo novo! Grátis!". Um rapaz se aproximou, dentre tantos que passaram, interessado nesta experiência...vendaram-lhe os olhos, pegaram em suas mãos, cada um de um lado, e seguiram na travessia. Era fim de tarde, o sol batia inclinado...em tempo mais lento, atravessaram os três, o tempo estava suspenso, os sons da cidade aumentaram de volume...
"The man in the circle", "The secret keeper" and "Dance floor"
Um homem sentado no chão. Dentro de um círculo laranja desenhado com giz. Começo a assuntar com quem estava por perto. O que aconteceu? - Deve ter baixado a pressão. - Deve ter parado para descansar. - Cego ele não é, surdo também não....
Uma figura dentro da moldura... A moldura é uma fronteira, delimita dois mundos. No mundo de dentro um buraco fundo. Um campo de forças? Um buraco de si mesmo? Um foco? Um espaço íntimo no espaço de todos nós? Um pedido? Uma atenção?
Quem entraria no mundo dele?
Lá vem ele!!! Em uma bicicleta vermelha carregando uns galões de água!! Mais rápido que o fluxo daqueles que caminhavam e.... no entanto.... parou. O homem na moldura era mais urgente.
Perfurou o silêncio daquele momento circular, adentrou no círculo, tocou na cabeça do moço, e desfez o campo em um novo movimento.....
Vejo que o homem de dentro do buraco se levantou, segurou na mão do estranho e saiu pra fora. Parece bem. Lá vai o homem da bicicleta vermelha embora, com um rosto iluminado. O que fez com que ele parasse, deixasse a bicicleta de lado e deslocasse o homem para outro mundo?
A cidade está cheia de círculos.
No parque da LUZ, encontrei uma moça em busca de pares para dançar. Desenhou no chão uma linha delimitando a sua pista de dança, e com braços abertos, movimentos de chamar, convidava os passantes para uma dança. Era só isso que pedia. Ao lado, violeiro tocava. Em volta, passantes paravam para investigar e admirar. Um campo de significações outras se abria por um tempo, re-significando os fluxos que antes mediavam as relações, desejos, segredos...
segredo: sm. 1. O que não pode ser revelado. 2. Assunto, manobra, negócio, conhecido só de poucos. 3. Confidência. 4. Mistério, enigma. 5. Esconderijo. (Aurélio)
Dos espíritos daquele lugar, só encontrei vestígios. Sinais, esconderijos de segredos, segredos como vento, olhar... A cidade está cheia de segredos. Estamos todos. Então, naquele dia, por um desejo, os segui.
GUARDA SEGREDOS, CONTE O SEU. Caminhava leve, flutuava, o tempo perto dela passava em câmera lenta.
A Guarda Segredos é interrompida por um homem que trabalha para impedir tudo que possa descortinar o campo de forças. A palavra segredo ali é quase um tabu. Inversamente, SEGREDO, no parque da luz é o que REVELA. Um Guarda Segredos Oficial mandou o outro Guarda Segredos não oficial se retirar....
As Rutes é um coletivo formado por artistas que vivem na cidade de São Paulo. Formado desde 2007, o grupo desenvolve pesquisa no espaço urbano e mítico da cidade, misturando em suas intervenções as artes performáticas (palhaço e contador de histórias), as artes visuais e a construção de narrativas.
Nas intervenções, o corpo aberto aos possíveis encontros, as relações tecidas, as imagens criadas, as narrativas vividas como uma experiência constituem a pesquisa, em uma busca por viver a cidade como um campo fértil de possibilidades criadoras, lugar onde são inscritas as histórias cotidianas.
As Rutes is a group of artists who live in São Paulo. Since 2007, the collective develops a work of research and acting in the urban and mythical space of São Paulo through performance and visual arts. In our practice, the city is the food and field for possible meetings, sudden and created images, everyday narratives, where the big and the small story can be told.
Parte da Residência artística no Reino Unido, encontramos muitos artistas e visitamos instituições. Abaixo vão os registros dos encontros...
LONE TWIN
http://www.lonetwin.com/
Lynn Harris
www.unrealisedprojects.org
Lottie Child
www.malinky.org
Live Art Development Agency
http://www.thisisliveart.co.uk/
Richard Dedomenici
http://www.dedomenici.blogspot.com/
ENTREVISTAS E CONVERSAS COM ARTISTAS DE BRIGHTON
Seguem abaixo os artistas que encontramos ao longo deste mês de residência artística aqui em Brighton. Nestes encontros, pudemos compartilhar questões, processos artísticos e criações poéticas.
O encontro das Rutes com os fundadores do Prodigal no Nightingale Theatre
http://www.nightingaletheatre.co.uk/
Alister O'Loughlin
Miranda Henderson
Maria Lloyd Visual theatre artist. Dance film maker. Poetic clowning.
As Rutes e Maria Lloyd em "Small pleasures afternoon"
"Small pleasures afternoon" é o nome de um pequeno vídeo que criamos junto com a artista e palhaça Maria Lloyd.
Augusto Corrieri e The Basement
Harriet Clark, Augusto Corrieri, Cristiana Ceschi e Bê Carvalho
Augusto Corrieri nos apresentou o The Basement, uma organização artística que promove o trabalho, a pesquisa e o aprimoramento profissional de artistas que se dedicam ás Live Arts no reino unido. visitem: www.thebasement.uk.com
As Rutes vestem...João Pimenta!
http://www.joaopimenta.com.br
Já fomos paradas na rua para revelar onde conseguimos o nosso lindo figurino...Resolvemos contar para todos o nosso segredo: o nome dele é João Pimenta! Visitem o site: www.joaopimenta.com.br. Obrigada João!!!!
Now Fly e Gob Squad em São Paulo
Aprendemos muito na continuação da pesquisa do Now Fly do coletivo Gob Squad no Minhocão...nela, pudemos rever a cidade, nosso próprio processo, possibilidades de registro e vídeo, novos olhares sobre a participação do público no trabalho...
Obrigada Sean e Simon!
We have learned a lot with Now Fly (Gob Squad video performance research/minhocao). Seeing and taking part of the process gave us the possibility to see the city, the video performance and the interaction with the passers through a different and very especial window...
Thank you Sean and Simon!
Cartão Postal • centro de São Paulo
As Rutes e GobSquad
O GobSquad é um grupo de artistas sediado em Berlim que tem trabalhado coletivamente com performance, mídia e novas tecnologias desde 1994. Em julho dois membros do grupo estarão em São Paulo para dar continuidade ao "Now Fly". Neste projeto eles irão trabalhar com artistas brasileiros e membros do público em uma vídeo performance no minhocão. Eles criarão imagens em vídeo baseadas no tema "super heróis e super poderes" com pessoas que vivem nas proximidades ou que tenham uma relação com o viaduto. Para nós, os Gobs são uma das principais referências de coletivo e trabalho artístico.
As Rutes has taken part of GobSquad (company based on Nottinghan and Berlin) project in São Paulo named Now Fly. For this project GobSquad has worked with brazilian guest artists and members of the public to undertake research that follows the line of a busy overpass in São Paulo. They will create video portraits based on the topic of superheroes and superpowers with people who live in proximity or have a relationship to the overpass. For us, GobSquad is one of the main reference os Art Collective.
De quando a Rainha Regina Machado recebeu uma leva de viajantes no Paço do Baobá
Chegamos no Paço do Baobá em um final de semana muito frio...Não conseguimos dizer ao certo quanto tempo se passou, porque o tempo que ali se instaura não pode ser medido....Descobrimos coisas de dentro e outras de fora...algumas pontas amarradas, outras soltas no caminho que, apesar do inverno, estava todo florido....e lá ficamos a imaginar, contar e viver muitas histórias. Compartilhadas a histórias de outros em nós mesmos....obrigada Rainha Regina!
Ésio Magalhães
Ésio Magalhães, ator, palhaço Zabobrin, indicado ao prêmio Shell em 2008, campeão de ping-pong, provocador, mestre e parceiro de trabalho! Está conectado as Rutes desde 2007, primeiro como mestre-palhaço e professor e depois como parceiro, investigador e aventureiro. Obrigada Ésio querido pela presença, descobertas, aprendizagens poéticas neste caminho compartilhado! Seguimos! Avante! Com muita atenção, dedicação e prazer em adentrar o mundo mágico e desconhecido!
Princípios de partir...
TRAVESSIA: longo trecho de caminho ermo "Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo...e esquecer nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia. E se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos" (Fernando Pessoa).
RIO: movimento, certeza de ir, fluxo. "Sempre pensar em ir caminho do mar. Para os bichos e rios, nascer já é caminhar. Eu não sei o que os rios têm de homem do mar. Sei que se sente o mesmo e exigente chamar" (João Cabral de Melo Neto)
Walter Benjamin ou a história aberta
Na narrativa tradicional a obra aberta se apóia na plenitude do sentido - e, portanto, em sua profusão ilimitada.
Cada história é o ensejo de uma nova história, que desencadeia uma outra, que traz uma quarta. (Jeanne Marie Gagnebin)
Tivemos o prazer de participar do Now Fly, do coletivo Gob Squad...uma câmera nômade no minhocão...